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Eleições 2020 e a sujeira da politicagem de todo pleito

Texto sob responsabilidade do autor

Na minha opinião

Na minha opiniãoColuna preparada por Henrique Coelho, jornalista com pós-graduação em comunicação corporativa. Esta coluna trará uma opinião sobre assuntos de nosso dia a dia.

15/11/2020 14h56
Por: Redação

Como acontece em todo período eleitoral, o cuidado com a limpeza das ruas, que é imprescindível, é esquecido por todos os envolvidos no pleito. Santinhos, panfletos e tudo o que pode ser usado para lembrar dos candidatos, acaba sendo jogado nas ruas.

Não há como definir responsáveis, pois todos os candidatos que usaram estes tipos de materiais gráficos, acabam estampando o chão dos locais próximos das urnas. O que era para ser usado apenas como cola, parece que se transforma em tapete para as pessoas passarem, e com risco de sofrerem acidente.

Este deveria ser um dos cuidados primordiais de todos os candidatos, sejam eles para vereadores, deputados, senadores, prefeitos e presidente. Todos, sem distinção, ainda compactuam com esta sujeira, ao fato de permitir que seus correligionários fiquem com milhares de dezenas de santinhos na mão para distribuir pela população.

Esta é uma das mazelas, que deveria não mais existir, principalmente em 2020, que teve um pleito totalmente diferenciado de toda a história. O mais complicado, é que essa fórmula que servia em outras votações, este ano deveria ter sido esquecida. Ou pelo menos reduzida em quantidade de produção gráfica. E isso não ocorreu.

Existe uma cadeia imensa envolvida durante a campanha, em que as gráficas necessitam das demandas de produção de santinhos e panfletos para pagarem o trabalho dos funcionários. E a população que trabalha distribuindo, também ganha seu dinheirinho por estar interpelando outras pessoas na rua, na esperança de ajudar aos indecisos na escolha de seu candidato. E os candidatos, ganham por serem lembrados pela população que lembra do rosto, mas esquece o número na frente da urna.

Mas, e o dia seguinte? Quem ganha? A sujeira fica, e com o risco de algum acidente como a queda das pessoas que precisam passar pelos passeios que tem o papel acumulado, o problema pode ser maior. Temos histórias de pessoas que precisaram de atendimento hospitalar depois de escorregarem na quantidade de papéis que ficam no chão. Fora os acidentes de moto e de veículos que perdem o controle quando passam por cima de grandes quantidades de material acumulado na rua.

E as equipes de limpeza, que recolhem toneladas de papel jogadas no chão, no dia seguinte à eleição? Não se esqueçam que o trabalho diário é o mesmo, de limpar as ruas como já fazem costumeiramente. Neste período eleitoral, praticamente dobra. Enquanto uns comemoram a vitória e outros lamentam a derrota, o que resta no chão é a quantidade de papel que foi jogado nas ruas.

Qualquer candidato deveria se ater a isso, e no dia da votação, não permitisse que seus correligionários espalhassem esses papéis no chão próximos aos locais de votação. A cidade inteira agradece.

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